Estratégia ODS participa de painel sobre Mobilidade Urbana

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A convite da Deloitte Brasil, a coalizão participou do Impact Day

Na última sexta-feira, 7 de junho, a Estratégia ODS foi convidada a participar do o Impact Day da Deloitte com um Painel  sobre “Mobilidade Urbana e os ODS”. Carlos José Barreiro, secretário de Transportes de Campinas e representante da Frente Nacional de Prefeitos e Maitê Gauto, líder de Políticas Públicas da Fundação Abrinq foram os representantes da coalizão durante a discussão.

A mesa também contou com as presenças de Cristina de Miranda Costa, assessora em Planejamento e Gestão no Gabinete da Secretaria de Mobilidade e Transportes da Prefeitura de São Paulo, e Felipe Teixeira Gonçalves, especialista em Gestão Pública e consultor de Planejamento Orçamentário. O painel foi moderado por Elias de Souza, sócio e líder da Indústria de Governo e Serviços Públicos da Deloitte.

O Impact Day é uma ação de voluntariado da consultoria que acontece em todos os escritórios ao redor do mundo durante um dia inteiro. No Brasil, a iniciativa reuniu mais de 1000 voluntários e bateu um recorde de participações registradas em 19 anos. O evento contou com transmissão online, através do YouTube, na qual os interessados puderam acompanhar todo o conteúdo apresentado.

O painel começou com uma fala de abertura de Altair Rossato, presidente da Deloitte Brasil, que contextualizou a importância e o significado do Impact Day para a consultoria. Em seguida, Elias deu início às discussões ao explicar que, muitas vezes, mobilidade é entendida, apenas, como transporte público e destacou os papéis do setor público e do setor privado para atuar com o tema. Não se trata, apenas, de deslocamento, mas é preciso considerar como a mobilidade afeta a vida das pessoas, seu lazer e atividades diárias.

Para exemplificar e demonstrar, na prática, os desafios que o setor público encontra para a implementação de melhorias no tema, Carlos José Barreiro, secretário de Transportes de Campinas, focou sua participação nas melhores práticas de mobilidade urbana na cidade. Salientou a necessidade de rever a metodologia de planejamento do setor público para a área e destacou algumas práticas que entregaram bons resultados para a região, como a criação de um modelo de mobilidade elétrica no sistema de transporte público do município, assim como a implementação da chamada “área branca”, que só vai permitir a circulação de veículos elétricos.

Segundo o secretário, “a mobilidade urbana é um vetor de desenvolvimento, que contribui para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, permitindo com que haja a integração do cidadão à todas as opções que a cidade tem a oferecer. Então, o que acontece com as cidades, não só brasileiras, mas no mundo todo, é que a distância entre os locais de moradia e as atividades urbanas fica cada vez maior. Portanto, a necessidade desse deslocamento ser efetivo e rápido é uma demanda cada vez mais emergente”.

Em seguida, foi a vez de Felipe Teixeira, especialista em Gestão Pública, falar sobre seu estudo, com foco nas PPPs (Parcerias Público-Privadas), que visa identificar como a qualidade de vida dos usuários está contemplada por indicadores nos contratos dessas parcerias. Como exemplo, Felipe citou os casos do metrô de Salvador e da linha 4 de São Paulo. Segundo o palestrante, é necessário pensar em iniciativas para fazer o usuário migrar do transporte privado para o público, mas, para isso, o olhar do usuário sobre a qualidade dos transportes deve ter uma atenção maior.

Já Cristina de Miranda Costa, assessora da secretaria de Mobilidade e Transportes de São Paulo, abordou as formas que as estruturas de gestão evoluem para atender às novas demandas da população. A Palestrante acredita que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável representam um bom guia para que o estado responda às demandas da sociedade de forma equânime. Além disso, Cristina também afirmou que a quantidade diária de destinos de uma pessoa pode ser uma forma de mensurar a qualidade de vida. Se uma pessoa mora longe, muito provavelmente só vai se deslocar para o trabalho, passando de 4 a 6 horas dentro do transporte público. Portanto, é fundamental a atenção das prefeituras para essa parcela da população.

Por fim, Maitê Gauto, líder de Políticas Públicas da Fundação Abrinq, concluiu o evento ao conectar as discussões às perspectivas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Segundo Maitê, os municípios devem pensar não só na qualidade dos serviços de transporte, mas também em como reduzir o tempo de deslocamento, em como aproximar os postos de trabalho e serviços das pessoas. Um grande passo para isso seria pensar a mobilidade dentro do planejamento urbano mais amplo da cidade, em como discutir desenvolvimento econômico considerando os desafios da mobilidade urbana. A líder também acredita que é papel do poder público e dos governos criar condições para que o empresário leve seu negócio para mais perto da periferia, gerando novas oportunidades.

O evento reforça o compromisso do Projeto de Fortalecimento da Rede Estratégia ODS em impactar os atores-chave para o processo de disseminação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O Impact Day contou com a presença de convidados do setor privado e outras organizações, além de uma transmissão ao vivo para diversos espectadores online.

Sobre a Rede Estratégia ODS:

A Estratégia ODS é uma coalizão de organizações com atuação reconhecida no país, representando a sociedade civil, o setor privado e os governos locais, com o propósito de mobilizar, discutir e propor meios de implementação para os ODS, que contemplem medidas efetivas para obter avanços nas diferentes dimensões que compõem essa agenda. Em 2018, com financiamento da União Europeia, nasceu o Projeto de Fortalecimento da Rede Estratégia ODS, que visa ampliar os esforços para a disseminação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Atualmente, temos como objetivos:

  • Promover avaliações críticas sobre o processo de implementação dos ODS
  • Mobilizar formadores de opinião e atores-chave de organizações e movimentos sociais
  • Articular atores-chave do setor privado para qualificar sua atuação
  • Propor e fomentar políticas públicas indutoras voltadas para governos nacional e subnacionais
  • Incidir sobre a adaptação das metas e indicadores para o contexto brasileiro, buscando avanços reais
  • Ampliar e qualificar o debate público sobre a implementação dos ODS no Brasil
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